Muitas pessoas sofrem diariamente a pressão social perante os padrões de beleza, sexualidade e conduta impostos pela sociedade, somos minados diariamente por nossa família, amigos e até mesmo desconhecidos através de críticas, conselhos, pitacos de como devemos ser, aparentar, agir e nos submeter ao que lhes é conveniente ou agradável.
Inevitavelmente acabamos interiorizando toda essa influência e reproduzindo padrões de comportamento e pensamento que deterioram nossa identidade, nossa auto-imagem e amor-próprio.
Muitas vezes nos submetemos a uma autocrítica excessiva e criamos uma distorção de como enxergamos nosso corpo, identidade e escolhas. Por fim acabamos achando natural o ciclo de autodepreciação, e consequentemente autodestruição que reproduzimos de forma automática.
Nos tornamos obcecados por atingir esses ideais utópicos, irreais e tóxicos que são cristalizados em nós e não reconhecemos como um problema em si. Nos comparamos constantemente com outras pessoas, corpos, rostos, relacionamentos e neste embalo nunca consideramos a nossa própria individualidade, não analisamos e encaramos o que realmente é "defeituoso" em nossas vidas. Nos privamos de considerar todos os fatores e situações que nos tornam infelizes, porque olhar para si é um processo lento e doloroso.
Somente quando olhamos para nossa própria vida que podemos reconhecer os reais problemas e tomar atitudes para mudá-los e isso é trabalhoso, sofrido, penoso, mas não impossível.
Quantas vezes nos vemos presos a pensamentos negativos e depreciativos, e mesmo assim não os questionamos, pois bem não estou falando em se manter positivo como se fosse uma solução mágica, não é apenas pensar "Eu sou bonito" e sim olhar para a própria sombra e refletir sobre "O porque me acho feio? Um nada? Um lixo?" é entender a origem desses pensamentos, combatê-los e transmutá-los e sim isso não é nada confortável.
Quando falamos de auto-estima pensamos em uma pessoa segura de si, que se ama e se valoriza. Isso é irreal, todo mundo acaba uma hora ou outra não gostando de algo que fez, como se parece, como administra seus relacionamentos. A verdadeira Auto-estima é o processo de se cuidar, se auto-policiar, reconhecer os erros e aprender com eles. Tentar melhorar a maneira que tratamos a nós mesmos, como nos relacionamos com as pessoas e com o mundo ao nosso redor.
Mas como podemos combater nossa própria mente atuando ali constantemente contra nossa auto-imagem, como perseverar e ter forças para combater pensamentos e sentimentos que nos afetam num nível tão profundo e constante? Certamente não vai ser olhando para a grama do vizinho, as fotos editadas de uma revista de moda, e ignorando o problema.
Tente não se comparar, não se diminuir, se conheça.
Não se deixe afetar por olhares e comentários alheios, ninguém sabe o que se passa na sua vida além de você e quando você começa a reproduzir esses pensamentos negativos para si mesmo entra em um ciclo contínuo de sofrimento.
O que é melhor? Encarar sua sombra ou ser suprimida por ela? Perseverar em tentar tornar pequenas coisas melhores que estão ao seu alcance ou se submeter constantemente a um inferno mental?
Olhe para si, sonde seus pensamentos e atitudes... Se questione.
Não é fácil, mas é melhor do que se afundar em um poço insalubre sem ao menos tentar alcançar a superfície.
Dias melhores existem e só dependem de você, ninguém está sozinho nesta jornada, mas só você pode caminhar com seus próprios pés.
Você realmente quer melhorar? Está disposto a mudar?
O que você é capaz de fazer por si mesmo? Se você mesmo não faz por si, você acha que alguém vai fazer?
Porque você acredita ser o que sua mente diz que você é? Você nunca se questiona?
Questione-se, e lute.

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